sábado, 6 de junho de 2009

Robalos em Sintra




Foi em dezembro em que consultei o tempo e fui ver as feiçoes do már para pescar no dia seguinte,a cor da água era bonita o már tinha uma rebentação não muito forte e fui para casa tirei a sardinha da arca e pu-la a descongelar fui ver o tempo ao site do windguru consultei a tabela das marés e preparei o material de boia canas carreto rabeca mochila baldes iscas etc,fui de manha cedo o már estava a encher dirigi-me a adraga e subi com a carrinha para as falésias que vão dár á ursa,vi o már em alvidrar e não gostei muito da feição estava demasiado areado e tinha muita corrente,fui mais a sul a ver um pesqueiro que lhe chamam de noiva,vi que tinha condicçoes fazia feição,tinha fundão á beira uma coroa mais fora em que o már despraiava em cima desta e perdia a força chegando á beira fazendo um remanso e pareceu-me ter condicçoes bastantes indicativas para se engodar e pescár á boia,tiro o materiál da carrinha meto pés ao caminho levo uma corda para descer o pesqueiro que é manhoso,e quando chego descanso um pouco e tiro um balde de água e fáço o primeiro balde de engodo fino a ver se havia por ali uns sargos.
monto a cana escolho a boia empato o anzol e calibro a boia,deito uma colher de engodo para tráz para as pedras e começo a pescar,tiro um sargo com 800 gr aproximadamente,passado 20 minutos tiro outro com o mesmo peso e noto que os sargos são poucos naquele pesqueiro,mas já tinha descido aquela falesia com o materiál todo ás costas que não me apeteceu mudar de sitio nem ir carregado outra vez com a sardinha para cima e pensei vou engodar mais grosso a ver se me aparece por aqui uns robalotes,e assim foi ao fim de uma hora nada,duas horas nada ,já ao fim quase que não havia sardinha para engodar,estou com a cana na mão a ver a boia e de repente esta mergulha fundo abaixo e eu levanto a cana e fáço a ferragem,mas quando a fáço vejo a cana a vergar-se toda oiço a embriagem do carreto a grilár e o peso na cana vergada e o carreto a sair linha pela bobine que nunca mais parava e eu senti logo um nervosismo uma emoção persentido um peixe grande,meto a cana a prumo a ver se metia o peixe á tona de água mas está bem ele não vinha depois daquela corrida que fez mar adentro sentia agora uma força e de vez em quando uns puxoes fortes,eu pensava muita coisa ao mesmo tempo onde o iria tirar se a linha não estaria roçada ou meio podre,e ele continuava-me a investir para dentro mais lento mas sentia um peso enorme e de vez em quando umas cabeçadas que me fez ter calma mas sentir-me nervoso ao mesmo tempo, até ao fim de cinco ou mais minutos o vejo lá longe com a cabeça de fora a abanar para um lado e para o outro a ver se conseguia desprender-se do anzol,eu comecei logo a olhar para a minha rabeca e fui dando linha quando ele me nadava para o fundo, e recuperando quando vinha a ajuda do már,pois quando o már fazia a escoa para dentro tinha de dar-lhe linha para não partir,quando ele se começa a aproximár agarro na rabeca meto-a dentro da cana e largo o cordel saindo a rabeca pela linha abaixo,puxo e vejo a boia passar pelo buraco mais pequeno da rabeca e pensei a boia já passou falta ele lá meter a cabeça e assim foi quando vi que ele tinha a cabeça dentro da rabeca puxei o cordel a rabeca virou ficando ele lá dentro e pensei já estás lixado,puxei a corda com ele dentro da rabeca e ele ainda a estrabuchar aborrecido por estar fora de água e eu todo contente por ter tirado aquele exemplar com 4kg580gr.

Texto e fotos
Luis Batalha

Um comentário:

José Lidónio disse...

Boa tarde Luís. Essa de pôr a
rabeca dentro da cana é fixe. Lololol!...Pois será a cana dentro da rabeca. Bem de brincadeira já chega. Parabéns por esse belo exemplar!...
Á Luís Batalha.
Abraço.
Boas pescarias.