sexta-feira, 16 de maio de 2014

Roteiro Costa do Estoril

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A Costa do Estoril é um lugar privilegiado da nossa costa para a pesca lúdica em especial no  Outono e Inverno.
A zona que vamos abordar esta compreendida entre o forte S. Julião da Barra em Carcavelos  e a Praia da Azarujinha em S. João do Estoril.

Orografia

Esta costa está virada a sul e é caracterizada pelo seu baixo relevo existindo muitas zonas  de praia e  de rocha.  Os pesqueiros são de muito fácil acesso e situam-se ao nível do mar . Nesta zona existe grande amplitude entre  marés. Na maré cheia esta zona caracteriza-se por relevo típico de falésia de baixa altura e na base grandes blocos de pedra. Na maré vazia o terreno é plano sendo bastante fácil movimentar. Desta forma é possível ir “atras” do mar quando a maré vaza e vir recuando quando a maré enche. Os fundos marinhos perto das zonas de praia tendem a ser bastante areados e nas restantes zonas fundos mistos.
Ao nível do vento, nesta costa o vento norte amansa o mar uma vez que sopra compra a vaga. Já com vento sul é difícil pescar com vento de frente. A orientação desta costa funciona como abrigo.  O Cabo da Roca e o Cabo Raso funcionam  como quebra mar á forte ondulação vinda de norte ou noroeste .
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Zonas de pesca

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Forte de S.Julião da Barra


Esta zona de pesca é um pequeno espaço de rocha plano  onde no Sec. XVI foi edificada a maior fortificação marítima de Portugal servindo para controlar a barra do Tejo e o acesso a Lisboa .   É considerada a residência oficial do Ministro da Defesa. 

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O acesso a este local faz-se pelo lado oeste do Forte e pesca-se no topo Sul sendo este o mais procurado e no lado Oeste. Por ser próximo da foz do Rio Tejo este é  um local com corrente em dias de mar mais  agitado e com marés de lua. É um local que requer algum cuidado com a ondulação uma vez que pescamos ao nível do mar quando as previsões são de mar a crescer. A  melhor altura pescar é na  enchente.
Os fundos são  predominante de areia.
As espécies aqui capturadas essencialmente são os sargos e robalos por vezes de bom porte.
O material aqui utilizado é o normal para a bóia, podemos optar por ter canas curtas, 4.5 ou 5 metros. O xalavar pode ser um bom auxiliar para aqueles exemplares maiores.
No que toca aos iscos o camarão, a sardinha, a amêijoa e os anelídeos são os que trazem melhores resultados. O engodo é de sardinha moída.

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Carcavelos- Parede


Esta é uma zona de pesca com cerca 1 km de extensão que se localiza entre as praias de Carcavelos e Parede.
Esta zona é um conjunto de maciços rochosos  bastante fracturados originado um continuo amontoado de rochas de grandes dimensões.
Nesta zona  existe uma Cruz de Pedra, edificada na “Ponta de Rana” que recorda  um trágico naufrágio ocorrido em 1606.
Existe uma outra cruz em Cascais, junto ao Hotel Albatroz que tem o mesmo significado.


 
“Neste ano de 1606 perderam-se a nau Mártires e a nau Salvação, de Cascais para cá, sendo uma das maiores perdições que jamais se viram, estando toda a praia alastrada de mortos e de riquezas, não tendo escapado coisa alguma viva e foi a 14 de Setembro dia da exaltação da Vera Cruz de 1606.
Naquela Torre de S. Julião tudo se despedaçou nas pedenias.”

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Esta  é uma zona de baixa profundidade  com fundos planos de rocha e  buracos que serve de abrigo aos peixes. Ao largo existe um extenso areal que em determinadas épocas trás areia para junto da costa tornando os fundos mistos onde é possível apanhar Teagem. Este é um excelente isco para os Sargos que aqui se apanham. O Camarão, Teagem,  Sardinha e a Amêijoa são os iscos mais utilizados. O engodo é de Sardinha moída
Os Robalos também são uma das espécies que se capturam  no Outono e Inverno.
As Tainhas de bom porte também se capturam no Outono. No  Inverno é possível captura-las com pão. As Salemas aparecem a partir de Fevereiro onde se capturam com limo de baga e limo ”Caldo verde”.
A ondulação deve ser cerca de 1.5m a 2 metros  nesta zona. Se for menos, o mar é parado comprometendo as capturas. É uma zona onde o peixe entra na enchente em especial na ultima metade da enchente.
Aqui o material utilizado pode ser canas de 5 metros  em alguns locais mais baixos noutros locais as canas de 6 metros são o aconselhado. O Xalavar é importante para ajudar na recuperação dos exemplares de maior porte.
Toda esta zona foi em tempos muito rica quer em  peixe e marisco. A existência de um manto de Laminarias até aos 80 era “Porto de Abrigo” para a fauna e flora aqui existente.
Sapateiras, Santolas, Cavacos, Lavagantes,  Linguados entre outras espécies de peixe eram capturados pelos pescadores que aqui tinham um pequeno porto de abrigo entretanto desactivado á uma dezena de anos.

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Praia da Parede- Praia da Bafureira

Esta era uma zona por excelência para a pesca em especial na maré vazia.
Desde 1998 é uma zona interdita a diversas actividades nomeadamente á pesca.
Zona de interesse Biofísico das Avenca- Ziba. O objectivo da criação desta zona é a protecção da fauna e flora bem como a preservação de um ecossistema muito especifico que ali se desenvolveu e que esta em perigo.
Esta zona é formado por diversos patamares rochosos onde se observa fauna e flora diferentes entre si.
Na maré vazia é possível observar toda esta riqueza .
É uma zona  rica em peixe e marisco que urge preservar e que é fiscalizada regularmente.


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 Praia de S. Pedro- Praia de S. João



Esta é faixa de costa é composta por duas partes. A primeira, faz parte do lado Oeste da Praia de S. Pedro do Estoril  e a  outra,  mais  extensa e escarpada embora pouco elevada. Este é a mais extensa zona de pesca  deste roteiro de pesca.
A primeira parte bastante diferente do todos os locais já abordados,  é um local que fica por baixo de uma alta falésia que abriga a Praia de S. Pedro do Estoril  dos ventos Noroeste e Oeste. Em termos de ondulação é bastante abrigada pois a sua configuração de meia lua faz com que com  mares bravos seja um dos poucos locais da “Costa do Estoril “ onde seja possível pescar.
Os fundos são mistos com bastante areia  ou  completamente assoreados.
É uma zona pouco profunda onde Sargos, Robalos e Tainhas encostam.
Camarão e Sardinha e Teagem são os iscos mais utilizados. O engodo é  de Sardinha moída. E um pesqueiro de enchente. Por ser um pesqueiro ao nível do mar e sem obstáculos uma cana curta é o suficiente. Este é um local onde é possível encalhar os peixes de maior dimensão.

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A outra parte tem inicio na “Pedra do Sal” e é constituída por grandes rochas amontoadas em toda a sua extensão. Os fundos são de rocha plana com pequenos aglomerados de pedras dispersos . Há  períodos do ano em que pode assorear em alguns locais tornando os fundos mistos.
Existe nesta extensão de costa pequenas enseadas onde o peixe abeira com mais facilidade e com mares mais fortes são os únicos locais onde o mar deixa pescar.
A ondulação deve ser de 1.5 metros a 2 metros. No entanto é possível pescar com mares mais fortes em alguns locais dependendo de como a ondulação entra.
È na enchente que o peixe entra nos pesqueiros.
Sargos e os Robalos são os peixes de eleição mas Tainhas e Salemas também se capturam com frequência. No verão, não sendo muito habitual, as cavalas e os badejos podem abeirar na zona mais profunda desta zona, a “Pedra do sal.”
Os iscos mais utilizados são o Camarão e a Sardinha e a Amêijoa. O engodo é de Sardinha moída.
O material é o normal para a pesca á bóia sendo o tamanho das canas de 6 metros.
O xalavar é uma peça importante uma vez que não há locais para encalhar o peixe.

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Aqui também existe historia. Nestas escarpas foi  edificado em 1590 uma fortificação marítima. Forte  de Santo António do Estoril ou Forte de Salazar. Esta ultima denominação advém de que era aqui que Salazar passava ferias. O  celebre episódio da queda da cadeira de Salazar ocorreu neste mesmo forte. As consequências desta queda foram lesões cerebrais graves que o afastaram do governo  e por fim a sua morte em 1970.


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Site consultado :Wikipedia.com
Obra consultada: AS Pedras e o Mar – Monografia de Parede


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Este artigo foi publicado na revista "O Pescador "

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Faca sempre à mão

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Muitos de nós utiliza facas, tesouras, corta unhas na pesca. Por vezes perdemo-los ou simplesmente esquecemo-nos de os arrumar e acabam por ficar no pesqueiro.
 Eu resolvi de vez esse problema. Como levo sempre um balde para colocar agua que serve para fazer engodo ou simplesmente lavar as mãos, é aqui que eu tenho sempre a minha faca. Atada com um cordel. Desta forma sei onde ela esta e nunca a perco.
Fácil e pratico de fazer. Um simples furo no cabo da faca e um cordel e já esta
Fica aqui a sugestão.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Salemas

É meu habito colocar o peixe apanhado numa poça de agua sem que possível. Se tiver sorte faço um pequeno aquário. 
Neste caso foi uma pescaria de Salemas, muitas Salemas e de bom porte.
O destino delas foi voltarem ao mar.
Não foi fácil apanha las todas. Mas lá consegui.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Reduzir furo de bóias Peão.


Por vezes encontramos bóias de cortiça a bons preços mas os acabamentos deixam muito a desejar. Um grande problema que encontro é o furo onde passa o fio é muito grande. 

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Material 

Peões 
Pistola de cola quente 
Cotonetes 
Fio de cobre grosso ou um arame 

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Execução 

Verificasse se o cotonete tem o comprimento maior ou igual ao da boia. 
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Se assim for podemos utiliza-los para resolver este problema, caso contrário temos de arranjar outra solução. 

Colocamos o cotonete no interior da boia e nas extremidades colocasse um pingo de cola quente que vai fazer o enchimento e colar o cotonete à cortiça. 
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Deixasse arrefecer e fazemos os acabamentos cortando a cola em excesso e com o arame abrindo o buraco do cotonete. 

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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Manutenção das Canas

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A manutenção das cana é muito fácil se não houver elementos ou passadores partidos. A manutenção e conservação baseia-se apenas na remoção de sujidade e gordura acumulada  após sucessivas sessões de pesca.
Os pontos onde se acumula mais a sujidade numa cana é no porta carretos e nos passadores bem como nos 2 últimos elementos.

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Passadores com sujidade

Para esta operação vamos precisar de um piaça ou escova  e detergente da louça.
Para quem tem  banheira e a cana entre  lá dentro,  podemos cobrir o fundo da banheira com agua morna com detergente para a loiça( bom dissolvente de gordura)  onde depositamos a cana de forma a que esta fique  submersa.
Durante  algum tempo a sujidade e gordura fica a amolecer e a dissolver neste banho.
Esta imersão também dissolve o sal  acumulado no interior dos elementos
Para quem não tem essa possibilidade como é o meu caso, servi-me do  lava-louças.


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Cana de molho

Com o piaçá ou escova  procede-se á remoção de toda a sujidade  quer nos passadores quer no porta carretos. Nos sítios mais difíceis  onde o piaça não chega podemos usar outros utensílios.

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Limpeza passadores

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Limpeza porta carretos

No corpo da cana a utilização de um pano o é suficiente.
Depois de ter sido removida toda a sujidade e gorduras há que secar bem toda a cana.
Para isso é importante que se retire um tampão que existe no fundo da cana para que toda a agua que esteja no interior da cana saia.

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 Depois basta esticar a cana secar os elementos com um pano seco. Em seguida recolhemos ligeiramente cada elemento e deixamos a cana secar  por dentro completamente.
Quando se colocar novamente o tampão no fundo da cana devemos colocar um pouco de massa lubrificante.

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Nota
Ao adquirirmos uma cana devemos optar por canas que tenham passadores e porta carretos que não oxidem.

Com material que não oxida  uma limpeza é suficiente e no caso dos passadores eles mantém a sua resistência inicial.

Com material que oxida a sua resistência diminui na proporção do aumento da oxidação e o risco de se partirem aumenta.

Este artigo foi publicado na revista "O Pescador" em Fevereiro de 2009

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Uma Pesca em Almograve

Recuperando uma pesca em Almograve na companhia do Antonio, A boa disposição impera.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Balde engodo

Com este artigo, encerramos este capitulo de como fazer o nosso material de engodo.

Material

Tubo de pvc
Serra para cortar tubo
Maçarico
Berbequim ou engenho de furar
Madeira de pinho para a base
Pregos
Grosa para madeira
Lápis
Serra tico tico
Corda ou arame para a asa do balde

Execução.

Marco e corto  cerca de 35 cm de altura do tubo de pvc com cerca de 20cm de diâmetro.

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Na madeira de pinho marco o diâmetro do tubo e com a serra tico tico recorto a madeira que servirá para fazer o fundo do balde.

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Com uma grosa para madeira corrijo algum desacerto no corte

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Com o maçarico dou um pouco de calor na base do tubo para o tornar mole o suficiente para que a madeira entre e fique apertada quando o tubo arrefecer.
Temos de ter cuidado para não dar calor muito perto para não queimar o plastico.

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Vamos de seguida colocar uns pregos ou parafusos( ser for de inox melhor) para reforçar a fixação do fundo do balde.
Para isso com o berbequim ou engenho fazemos uns furos laterais que apanhem a madeira .

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Para a asa do balde, fazemos 2 furos no topo do balde e com um arame forte ou uma corda fazemos a asa.Optei pela corda.

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Deixo aqui a sugestão da utilização do balde de engodo para tirar agua do mar quando pescamos alto.

Com uma corda de nylon fina mas resistente (esta é das que se utilizam na pesca profissional)  enrolo num bocado de madeira conforme a imagem e utilizo um gancho  ou mosquetão na ponta da corda. Desta forma é só prender o gancho á asa e lá vai o balde.

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