domingo, 10 de junho de 2012

Peixes de Verão




O Verão está aí. Dentro de agua a vida marinha esta ao rubro. È nesta altura que mais espécies abeiram da nossa costa e que fazem as delicias de muitos pescadores.
Os dias compridos e quentes e as noites a convidar a permanecer na rua fazem com que tenhamos mais tempo para umas pescas e com a certeza de peixe na alcofa.



Há muitas espécies que dão á costa nesta altura do ano trazidas pelas correntes de agua quente e muitas delas de fácil captura aliciando os pescadores mais novos .
Para alguns pescadores mais experientes é época de descanso limitando-se a umas pescas nocturnas ao carapau.
Carapaus, Cavalas, Bogas, Peixe Agulha, Bailas, pequenos Sargos e Safias entre outras espécies tornam as jornadas de pesca divertidas e muito movimentadas.

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Não há lançamento que não tenhamos de fazer uma nova iscada.
Os Carapaus e as Cavalas são bastantes apreciados pela sua abundância e valor gastronómico e é sobre a sua pesca que vamos falar.

Geralmente onde há carapaus existe também cavalas mas o inverso já não é verdade.
As cavalas toleram aguas mais tapadas e abundam quer de dia quer de noite, já os carapaus requerem aguas mais claras e a sua captura faz-se essencialmente á noite.
Também se diz que para a pesca a estes peixes e em especial ao carapau o mar tem de estar manso tipo azeite , mas a minha experiência indica-me que também em mares com alguma ondulação se capturam bastantes carapaus. Os fundos dos pesqueiros onde devemos pescar devem ser rochosos mas este ano onde tenho tido melhores resultados são em fundos mistos com predominância de areia.

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A cavala podemos encontra-la em pesqueiros menos profundos ao nível dos 2m , já os carapaus requerem maiores profundidades. Junto aos molhes, pontões e esporões geralmente costumam ser excelentes locais para a pesca a estas espécies.

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Também se associa a pesca nocturna ao carapau á pesca com candeio ou seja com iluminação. Desengane-se quem afirmar que só se apanham carapaus com candeio. A pesca feita na completa escuridão também é muito proveitosa. Tudo depende do pesqueiro.
O que acontece é que determinados locais tem iluminação urbana constante e permanente e a luz atrai pequenos peixes e outras formas de vida que servem de alimento ao carapau. Desta forma, nestes locais criou-se um habito a essas condições e caso deixe de haver iluminação poderá haverá uma quebra nas capturas.
Nos diversas zonas onde costumo pescar ao carapau as noites de lua cheia costumam ser mais fracas tendo melhores resultados nas noites de lua nova.
No que toca á pesca das cavalas ainda não cheguei a nenhuma conclusão acerca da influencia de iluminação artificial nas capturas. Em noites de lua cheia os resultados costumam ser mais fracos
No entanto tenho amigos que frequentam determinados pesqueiros apenas em noites de lua cheia e com excelentes pescas a estas espécies.

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Quanto aos iscos, a sardinha e o camarão são os mais usados. No entanto já por diversas vezes utilizei boga e cavala acabada de apanhar. Umas vezes com resultados satisfatórios outras vezes sem resultados.
O engodo é de sardinha bem moída e diluído. Depois de o peixe entrar no pesqueiro devemos engodar com muita frequência
Quanto ao material e montagens, eu sou adepto de material “light” ou seja canas mais leves e mais macias e carretos pequenos com linha fina.
No meu caso em concreto uso uma cana de 3 partes de pesca á truta com 4.7mt e acção 25-40grs e um carreto 2500 para pesqueiros em que estou em cima da agua pesqueiros típicos da zona da Cascais.

Utilizo também uma cana de 6mt com acção 10-40grs com um carreto 4000 para pesqueiros mais altos e com pedras á frente como são o caso dos pesqueiros no Magoito.
Este ano optei pelas linhas de 0.20 no carreto mais pequeno e 0.22 no carreto maior.
Tenho apostado na pesca directa sem empate mas tenho sempre comigo linhas mais finas para os estralhos em caso de necessidade. Anzóis utilizo varios tamanhos nº2, 4 e n.º 6 clássicos ref. 515N. A escolha do tamanho do anzol vai depender de como o peixe esta a comer.
Tanto a cavala como o carapau tem uma boca muito grande e frágil e a forma como se faz a ferragem pode ser a chave do sucesso.
Há alturas em que o peixe come muito bem e que se ferra sozinho, outras vezes esta a comer a medo e temos de ser nós a ferrar o peixe. Eu pesco sempre com a linha sobre tensão na bóia, ou seja a sentir a bóia nunca dou esticões na ferragem, limito-me a puxar ligeiramente a bóia de forma a que faça uma ferragem suave sem arrebentar a boca ao peixe. Dai a importância das canas mais macias.
As bóias utilizadas são do tipo caneta que a antena da bóia possa ser substituída pelo starlight e em termos de gramagem vão desde as 6grs ate as 12grs.
O critério da escolha da gramagem da bóia tem a haver com o pesqueiro se tem pedras á frente ou não, com a existência ou não de vento, no verão as nortadas são uma constante na costa ocidental e se o peixe anda mais encostado ou se é preciso lançar mais fora.
A montagem que utilizo é uma montagem simples de um só anzol e chumbos fendidos a 2 palmos do anzol e a altura da bóia vai variando em altura ate detectar o peixe
Esta é a minha forma habitual de pescar mas noutras zonas de pesca já utilizei outras técnicas.
Na zona do Malhão num determinado pesqueiro a utilização de canas directas de 6 e 7 metros era comum. A montagem com bóia era a normal para as espécies.
Em Sesimbra também já pesquei com canas directas só com chumbo fendido .
Este tipo de técnica a meu ver tem uma grande limitação, o curto raio de acção da montagem.
Se o peixe andar mais por fora ficamos sem forma de lá chegar.
Na pesca aos carapaus há quem utilize montagem de varios anzóis na mesma madre. Existem montagens dessas á venda com missangas fluorescentes e outros objectos junto ao anzol. Penas e pequenos pedaços de papel coloridos e brilhantes de forma a atrair o peixe ao anzol.
Este tipo de montagens é mais adequado para pesqueiros em que se pesca na vertical e o peixe anda mesmo por baixo dos pés.
Outro acessório importante na pesca nocturna é o starlight, que se coloca na bóia de forma a que a bóia se torne visível. Existem starlights de varias cores. Branco, azul, vermelho e verde. O verde/amarelo é o mais luminoso e o que se detecta mais longe. O Vermelho só funciona bem na escuridão total e quando pescamos mais próximos da costa e aqui pode ser útil para marcar a diferença no meio dos outros starlights. Por vezes estamos atentos ao starlight que não é o nosso. Quanto as outras duas cores ainda não experimentei desconhecendo qual o seu grau de visibilidade em acção de pesca.
No que toca as lanternas aconselho a que tenham sempre uma lanterna suplente operacional e pelo menos um jogo de pilhas adicional para as necessidades.
Há no mercado umas lanternas de dínamo que não precisam de pilhas e estão sempre operacionais.

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Um comentário:

juanma disse...

Felicidades por la pesquera
saludos