terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Matar o Vicio

Matar o vicio Com 3 dias para gozar e poder dedicar-me à pesca lá fui com Felipe Salvado ao encontro do Trakinas e do Vítor para mais umas pescas. Eles madrugaram pelas 6h30 e lá foram direitinhos ao pesqueiro. Eu e o Felipe apenas chegamos pelas 8h.

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 Os meus primos também tem sido presença assídua do local.
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Das três equipas que se formaram a do Trakinas foi a que arriscou mais e conseguiu a melhor pesca.


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O mar estava forte o que nos levou a um pesqueiro que permite pescar tranquilo quando o mar é mais Forte


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De resto foi sargos pequenos e salemas.


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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Grelhada no mar





Entre amigos lá fomos fazer um convívio junto do mar. O objetivo era fazer uma pesca e grelharmos umas carnes. 
Levamos o material mas as condições de pescas não eram propicias, pelo menos para a pesca.
Quanto ao resto, as  condições eram  5 Estrelas





Uns dedicaram-se a pesca e outos na  preparação do almoço.










Ao fim do dia lá se fizeram mais uns  lançamentos. 






Este foi mais um convívio entre amigos onde reinou a boa disposição

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Luta pela vida....

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Deixo aqui um episódio vivido por mim muito recentemente que me trouxe grandes aflições curiosamente no Litoral Sintrense.
Certo dia fui fazer um reconhecimento de uma zona de pesca e respectiva sessão fotográfica com os meus cães.
Descemos a falésia muito íngreme sem carreiros feitos devido á pedra solta.
No fundo uma praia de pedras e rebolos nos esperava

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Espreitar os buracos e caneiros para ver como o mar trabalha na maré cheia.
Subo a uma pedra alta e os meus cães não conseguem subir.
Deixo-me ali estar para puder observar mais atentamente o mar e fazer uma fotografia com uma panorâmica ao nível do mar.
O Duke procura forma de chegar ate mim e num salto não consegue fixar-se na pedra escorrega pela pedra.

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Ao tentar-se segurar com as patas na pedra extremamente agressiva corta as almofadas das patas.

Eu sem me aperceber que ele se tinha ferido algo me preocupou e rapidamente desço da pedra dando por encerrado o reconhecimento.
No regresso ao longo da praia de pedras e rebolos, reparo que o Duke fica para traz e penso que ele pode estar cansado.

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Algo ali não esta bem pois na passagem de alguns obstáculos ele hesita.
Volto para junto dele e numa pedra mais atrás vejo sangue.
Rapidamente descubro que as tem as 4 patas tem as almofadas rasgadas algumas presas por pontas.
Apodera-se de mim uma aflição.
Como consigo chegar com o Duke ao carro?
Tenho o carro a mais de 150mt de altitude com caminho de pedra solta e com uma inclinação superior a 45 graus para transpor.
Esta é a parte impossível de transpor.
Para chegar aí ainda tenho de percorrer com 38 kg nos braços sobre rebolos e seixos os 300 mts que me separam da subida

Foi com muito sacrifício que lá cheguei.
Agora o impossível está minha frente.
Esgotado, e com uma vontade imensa de chorar, mas não consigo, em vão tento lentamente a subida.
2, 3 passos com o Duke ao colo e as forças desaparecem.
O Duke outra vez no chão. Mais uma tentativa e nada.
O medo e pânico apoderam-se de mim.
Tento analisar a situação e tentar buscar soluções para que sozinho consiga transpor a enorme barreira que tenho entre mim e o carro.
Tudo o que me ocorre depende exclusivamente da minha energia e forças mas não as tenho.
A única solução é pedir ajuda.
Só uma equipa de resgate consegue resolver a situação
O 112.
Puxo do telemóvel e faço uma chamada.
Nada.
Tento novamente e nada.
Reparo então que não tenho rede.

Tinha de chegar ao carro na esperança de ali ter rede.
Bruscamente retiro a roupa que trazia vestida e estendo no chão num local plano coloco o Duke deitado sobre a minha roupa e digo para ficar deitado. Ao lado do Duke, a Klein está deitada também,
Com todas as minhas energias começo a subir a arriba, poucos metros mais acima dou com a Klein ao meu lado e o Duke sobre a minha roupa mas de pé.
Dou ordem para ficar e arranco a subir.
Olho para traz e o duke já não estava no mesmo lugar.
Tinha começado a andar. Muito lentamente subia e com enorme esforço.
Eu não podia parar e o Duke tambem não.
Eu subia e gritava para o Duke,
ANDA DUKE , VAMOS PARA CASA. FORÇA DUKE....ANDA.....

Eu fazia breves paragens quando ele também parava.
Foi com grande sofrimento e com determinação e luta pela vida que o Duke chegou até mim já muito perto do carro.
Aliviado por a situação estar resolvida e o Duke estar novamente ao meu lado pronto para voltar para casa.
Como penitencia ainda teria de voltar a descer a falésia para buscar roupa e maquina fotográfica que lá tinha deixado.
Ambos estávamos exaustos e eu aliviado.
O Duke esperou 2 longas e penosas semanas para voltar a andar.
Agora tudo está bem.

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P.S.
Ao escrever este texto revivi os terríveis momentos passados naquele lugar e serenamente consegui verter as lágrimas que até hoje permaneceram nos meus olhos.