sábado, 12 de junho de 2010

Cumprindo-se a tradição -Parte 2

O dia amanheceu cinzeto e humido fruto do nevoeiro que se formou durante a noite. Sem condições para a praia, decidimos fazer um passeio pela margem do rio Mira.  
 


 



 De seguida rumamos a Almograve a fim de fazer tempo para o almoço e também ver como estava aquele local para fazer umas pescas.  
 As condições eram excelentes para dar uns peixes na maré vazia. Foi com pena que não trouxe o material de pesca.

 
 Voltamos ao quartel general para almoçar, passando antes na casa de pesca para comprar iscos e sardinhas.
 A pesca foi feita na enchente com o meu material do costume.  

 Chegada a hora de regressar, o jantar estava garantido. Faltava mesmo era prepara-lo. 


terça-feira, 8 de junho de 2010

Carretos - Caracteristicas Parte 2

 



Dando seguimentos ao Artigo ja publicado  anteriormente sobre a escolha de um carreto vamos abordar as características de um carrecto para podermos escolher o melhor e o que mais se adequa á nossa forma de pescar.


Características de um carreto 

Travão ou Drag
 A primeira diferença que salta á vista num carreto é se tem travão ou drag dianteiro ou traseiro. O travão ou drag regula a velocidade de rotação da bobine. Na sua essência o principio de ambos os travões é idêntico, mas os carretos com travão dianteiro tem vantagens ao nível da fiabilidade e manutenção. É com frequência que os carretos com travões traseiros bloqueiem devido ao acumular de salitre nos discos de travão. Daí desaconselhar este tipo de carretos para pesca no mar. 

Ratio de um carreto 



 O ratio de um carreto é medido pelo numero de voltas que o rotor do carreto dá por uma rotação completa da manivela ( manivelada) 
Geralmente vem inscrito no carreto algo deste género: 5:1 Isto significa que o rotor da 5 voltas por cada manivelada completa. Através da analise do ratio, teoricamente um ratio menor indica-nos que um carreto tem mais força comparativamente a outro com um ratio maior. Esta comparação para mim só é valida entre carretos do mesmo segmento e sobretudo da mesma marca. Não podemos comparar um carreto de baixa gama que indica um ratio de força com um carreto de gama alta com um ratio de velocidade de recuperação e que o primeiro tenha mais força que o segundo. Tenho reparado que atualmente os fabricantes de carretos não tem colocado esta informação nos carretos.

Anti reverse 




 O anti reverse é um travão da mudança do sentido de rotação do rotor, ou seja é o que impede que o carrete ande para traz.
 Atualmente a maioria dos carretes já traz “Instant Antireverse”. Isto significa que no momento que o carrete pára, o rotor não se move para traz nem um centímetro ao contrario dos antigos sistemas de rodas dentadas que o rotor retrocediam ate encontrar o bloqueio.


Bobines suplente
 

Atualmente uma grande parte dos carretes vendidos vêem com uma segunda bobine. A existência de uma bobine suplementar dá-nos a chance de podermos por um fio diferente e que nos permita mudar de linha em função das condições de pesca.



Manivela 
 


Em alguns carretos de gama media ou superior a fixação da manivela é feita através de rosca na roda de coroa .
 Este tipo de fixação é mais forte e elimina as folgas que o sistema tradicional de espigão origina. 

Rolamentos 








A introdução de rolamentos nos carretes vem trazer fiabilidade, suavidade e precisão. O numero elevado de rolamentos não quer por si só dizer que um carrete é bom. Mais vale ter poucos mas bons do que muitos e maus. Temos rolamentos simples e blindados. 
Os rolamentos blindados tem menos problemas por estarem protegidos das poeiras e sujidade. Um carrete de 50 euros com muitos rolamentos certamente a qualidade dos rolamentos não é a melhor. 
Os rolamentos chave são o do pinhão, roda de coroa, e rodízio da asa de cesto. Também ao nível do eixo da manivela temos carretos com rolamentos ou casquilhos plásticos que fazem na sua essência o mesmo que os rolamentos. 


Corpo do carreto 



 As ligas metálicas e o grafite são materiais utilizados para a construção dos chassis do carreto. Os carretos mais económicos utilizam muito a grafite no chassis. A grafite não tem grande resistência á torção quando sujeitos a grandes esforços, o que já não acontece com chassis de ligas metálicas.
Para pescas mais pesadas e para evitar torção a escolha de um carreto com chassis de ligas metálicas é o aconselhado. 



 Pinhão e Coroa 



 O pinhão e a Coroa de um carrete formam a engrenagem principal e é através deste conjunto que se transmite o movimento ao rotor do carreto e o faz girar. Esta engrenagem deve ser de boa qualidade de forma a evitar o prematuro desgaste fruto do constante movimento e esforço a que é sujeita. 
O Pinhão geralmente é de bronze para evitar a oxidação mas também existe noutros materiais pobres e que se encontra nos carretos de baixa gama. No que toca ás coroas, elas devem ser de material de qualidade para que resista ao esforço continuo e oxidação. Um dos materiais utilizados no fabrico de coroas é o duraluminio.

Conselhos finais.
 Não esquecer que ao escolher um carreto devemos também ter em conta a cana em que o carreto irá ser montado. 
O carreto serve de contrapeso numa cana e não faz sentido ter uma cana bolonhesa e um carreto pesado e robusto ou o inverso, uma cana forte e pesada e um carreto pequeno e leve. Há que fazer um bom casamento entre ambos. 

Outro aspeto é o tamanho do porta carretos da cana. Como referi no artigo dedicado as canas de boia, por vezes encontramos porta carretos sub dimensionados ou pequenos e que não é possível colocar um carrete maior . 



No aspeto económico sou da opinião que devemos comprar um carreto de acordo com as posses económicas, não comprando um topo de gama apenas porque posso e não tendo necessidade de ter um. 
 Há muito boa gente a pescar com material de topo e o material sai para pescar meia dúzia de vezes por ano e as capturas não justificam o dinheiro investido. Contudo não posso criticar quem os tem e parafraseando um amigo meu que diz” .... Gosto do que é bom, quero porque posso comprar, e quero porque me apetece. .... Todavia o material não faz o pescador. Não deixem de perguntar nas lojas se existe material em promoção. Geralmente antes da saida dos novos modelos, fazem-se campanhas para limpar Stocks e nestas alturas encontram-se bons equipamentos a bons preços.

 Algumas sugestões de carretos Na Costa Vicentina há um carrete que apesar da idade continua a ser uma referencia na pesca á boia. 
Os Bg’s da Daiwa. Carreto com mais de 15 anos solido e robusto com força necessária para içar bons exemplares.
 



Temos um modelo de carreto com uma excelente construção e já com provas dadas quer na rubostez quer na força, Falo dos Quantum Cabo. Este carreto tambem é utilizado para zagaia sendo utilizado nesse caso os tamanhos 60 e 80. Uma boa proposta para quem necessita de um carreto moderno e robusto para pescas fortes. 




Nos carretes de topo existe um modelo que é a referencia a nivel nacional. 
O Shimano Stella apesar do seu elevado preço, é um best seller. Este carreto tem modelos pequenos adequados á boia e utilizados com bastante sucesso mas é os modelos maiores que são mais utilizados.



Numa gama media alta temos um campeão de vendas. 
O celebre Twin Power. Tal como o Stella este carreto não está ao alcance de muitos pescadores 
É um modelo já com alguns anos no nosso mercado mas tem sido aperfeiçoado e melhorado .




Para alem das conhecidas Marcas Daiwa e Shimano entre outras, temos uma marca com bons carretos na gama media e um excelente carreto na gama superior. O Tica Taurus. 




Ao nivel da gama económica temos as marcas mais conhecidas e ainda as marcas nacionais com modelos bastante interessantes que dão muitas alegrias a todos os pescadores que por não terem possibilidades económicas continuam a fazer as suas pescas com muito bons resultados. 




. O material não faz o Pescador mas contribui para o seu exito.

Este Artigo foi publicado na edição de Junho da Revista "O Pescador"
a primeira Parte deste artigo foi publicado na edição de Maio da Revista "O Pescador"




sábado, 5 de junho de 2010

Carapausada em Cascais




Esta foi uma das poucas vezes que fui aos carapaus este ano.
 Não fosse as águas estarem muito frias dir-se-ia que estava uma noite boa de carapaus. 
 Lá fui ate Cascais na esperança de encontrar o Rui e os bem ditos carapaus. O Rui estava acompanhado com o Zé Costa que fez a sua iniciação aos carapaus. 

 A noite estava muito quente mesmo antevendo que o dia seguinte traria chuva.
 Havia muitos pescadores a tentarem a sua sorte mas depressa abandonaram os pesqueiros sem resultados satisfatórios.


 Connosco os resultados foram idênticos. Para alem dos poucos carapaus e cavalas ferrei uma tainha de bom porte em plena noite coisa que nunca me tinha ocorrido. 
 Decidi vir para casa pois não esperava melhorias na pesca,  mas pelo caminho ainda parei algumas vezes para tirar algumas fotos da linha de CASCAIS BY NIGHT....






sexta-feira, 4 de junho de 2010

Comprindo-se a tradição

Comprindo-se a tradição, fomos passar uns dias ao SW Alentejano. Como não podia deixar de ser, o material da pesca acompanhou-me pois é atravez dele que buscamos o nosso sustento. A GNR cumpria uma das suas obrigações- fiscalizar o parque natural, verificando se tudo estava dentro da legalidade. (foi-me informado que dentro do perimetro do parque natural não é premitido pescar, mas eles fecham os olhos a isso.) Bem a pesca começou pela hora de almoço com a maré a encher. Fui procurar um local onde o mar mexia mais um bocado e o unico local que tinha condições tinha muita gente a pescar. Pedi licença para pescar a um pescador que pescava a chumbadinha e que já tinha 3 peixes. Pesquei à boia ao contrario do que ele me aconselhava. Pesqueiro fundo com um lajão mais supreficial de seu nome "estrada". Bogas e cavalas era o que se tirava. Resolvi mudar de sitio para um local menos profundo mas com uma altura consideravel. A pesca era para fazer junto da parede da falesia onde as ondas batiam e fazia um escoamento de agua continuo em função da onda. Erra lançar no entrevalo de onda e depois deixar correr a boia ao sabor da corrente. Ainda não tinha esticado a linha da boia no primeiro lançamento ja sentia um puxão na linha. Pensando que era a corrente a levar a boia e que a linha estava no limite quando me aprecebo que tinha um peixe no anzol. Foi o primeiro peixe. No meio de muitos lançamentos muitos outros toques mas peixe nada e por fim la saiu outro para dar para o jantar. Foi pena não ter apanahado mais um ou dois, mas estes foram o suficiente para a refeição. Como iscos tinha camarão, ralos, ovas de lapa, preceves, mexilhão, bicha branca e sardinha. 2.5kg de sardinha para engodo. Foi pescado com peão made in Pedro Batalha, e montagem made in Pedro Batalha. Fio multifilar berkley 0.15 no carreto Daiwa capricorn 4000. Estralho utilizei varios diametros desde o 0.16 da Tantanka, 0.20 da Shimano, 0.23.5 Asari. Anzois tenho varios desde o nº 1 até 4 de varios modelos. Chino é o que mais uso neste tipo de pesca aos sargos mas por vezes uso anzois diferentes consoante a forma do peixe comer e se estão a desferar muito ou não. A Cana é da Cormoura a Corstrong de 6 metros com 440 grs de acção de ponteira o que torna a cana muito sensivel aos pequenos toques quando se pesca com a linha em tensão sobre a boia.